
Deitei-me e dormi, ao longe ouvia o que me parecia o som ténue de um comboio, ou de tractor, ou até talvez de uma moto-serra, e assim embalado pela Doce e Sublime balada da noite apaguei...
De súbito, toca o despertador...
0600
Da manhã, (sim é hora pouco cristã para se acordar, mas nem todos somos função pública), toca a levantar, mas não quero...tenho o ninho, quentinho, minha Doce, aninhei-me, hummm que bom...
0630
Arrrrrghhhh, tocam novamente as campaínhas do demónio, continuo não querendo sair dali, minha Doce, o quentinho...nem com uma grua me afastam hoje da cama...
0700
AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH não, e não vou e não quero, e, e, e...e finalmente...e infelizmente...e rendido à inevitabilidade do que se me apresentava, do Doce do ninho, quentinho, não faz parte do café da manhã, não há tempo, não o tomei embora tivesse muita vontade...
0730
vim trabalhar...o dever é isto mesmo, DEVER, e nem sempre converge com o querer.
Mas dormir, dormi e dormi bem e acordei gripado e esfomeado...
Mas apetece-me algo DOCE...
Pena que o trânsito para Lisboa estava caótico pela manhã...
Há que comprar pão...




