sábado, 3 de novembro de 2007

Não pode...




Posso sim...

Claro que posso...

Posso fazer tudo...

Posso porque quero e porque sinceramente não há nada que eu me proponha fazer que não consiga.

E digo isto, não apenas porque o não posso causa-me arrepios e daqueles ruins, não apenas pelo facto de provocar-me um nojo muito particular, mas pela ídeia castradora que o conceito encerra.

Ahhhhh...não podes...

Nojo, puro nojo, como o nojo do cheiro a fritos, da gordura a descer pela goela abaixo, do esterco na sola do sapato, do whisky mal servido e adulterado.

Limites todos temos, mas porque raio é que havemos de querer saber dos nossos?

Não quero conhecer os meus...Por isso, determino que não tenho.

É justo...

2 comentários:

Paula Guerreiro disse...

Caro "anti-não posso",

É com um enorme prazer e cumplicidade que partilho a sua replência pelos limites - enquanto obstáculos à nossa liberdade de sentir e agir...Mas que eles dão um excelente tempero à vida, dão... porque ela é bem mais excitante quanto nos aproximamos deles e até os passamos...Como em quase tudo, a gestão é a "alma do negócio"...Os limites existem para nos ajudar a viver o melhor possível (a pitada de aventura diária). Por isso, nós podemos sempre, é verdade...Basta fazermos como o rio...Ai a natureza!...Hoje está um dia lindo para PODER!!!

De Freitinni disse...

Minha Cumplice,

Realmente os limites existem para serem ultrapassados, e são uma tentativa para ordenar o que de outra maneira sería caos...

Mas concordo em absoluto quando dizes que hoje está um lindo dia para PODER...

Embora lá PODER...

PODERíamos todo o dia e quiçá também toda a noite...

É tão bom PODER...

Havia tanta coisa a dizer acerca do PODER...

É Terapêutico o PODER...